segunda-feira, 2 de junho de 2014

von

Von... Ligação, esperança, futuro, von.
Uma sílaba, um único e rápido som que sai livre e sem rumo e pode ter um significado tão assim, que parece que abraça a gente num calor necessitado e significa quatro sílabas que aqui fazem o mesmo sentido.
Esperança é aquela palavra bonitinha que muita gente tem a mania de dizer quanto a gente está cabisbaixo e pensando em coisas depressivas. Esperança é aquela palavra que faz a gente lembrar do tal do "amanhã vai ser melhor", "o futuro vai dar bons resultados", "na próxima você tira nota boa e fica dentro da média do semestre", e que "você é uma pessoa jovem ainda e vai aquela perfeição em forma de gente".
Certo dia, em uma aula, o professor explicou que os conceitos de passado, presente e futuro são criações da sociedade humana e são só nossos. O futuro na natureza não existe, as coisas não são ruins para o resto dos seres vivos. E a gente, um bando de humanos pela própria falta de noção e de compreensão, nos colocamos como os cheios de coisas ruins que nos fazem querer ter a tal da esperança, hope, esperanza, von.
Vamos tê-la, para ficar bem.
Vamos correr atrás, para ficar bem também.
Vamos nos sentir realizados com o que gostamos, queremos ou sabe-se lá o que, para, também, enfim...
Mas por agora, pelo tempo que só a gente sabe que passa, dá um sorriso, vale muito a pena...
:)

terça-feira, 27 de maio de 2014

sai, mas fica. até porque é assim mesmo

Pensava em resolver seus problemas, mas tinha uma barreira impedindo. Buscava cada vez mais correr atrás do que queria, mas sentia como se tudo o segurasse no mesmo lugar. Era seu plano sair daquele lugar ruim e conhecer, ver uma cara nova para aquela vida regida pela monotonia de não se fazer nada além do que os outros já esperavam dele. Ele era assim, tinha medo de gritar para o mundo o que realmente queria, e esse mundo não era nada mais do que aqueles pequenos lugares que faziam parte de sua vida, com as pessoas que tinham se transformado em uma extensão de complexidades que completavam-no, mas agora ele se sentia incompleto.
Mas já era tão normal ficar sozinho, na mesma mesmice de sempre, que nem precisou recusar nada. Muito menos lutar para conseguir, mesmo que fosse isso era o que ele mais quisesse.
Já estava lá, já estava pronto. Não tinha opção.